sexta-feira, 27 de março de 2009

Cannabis

A Cannabis é consumida há cerca de dez mil anos, desde a descoberta da agricultura, esta era utilizada para a obtenção de fibras, óleo e sementes de alimento também por suas propriedades alucinogéneas.

A Cannabis é uma planta constituída por várias espécies (Indica, Sativa, Rudelaris e mistas), que variam muito no tipo e concentração de princípios activos. Estão presentes na Cannabis mais de 60 substâncias psicoactivas, entre as quais o THC (Delta9Tetraidrocanabinol), responsável pelos efeitos mais típicos da Cannabis e especialmente das Sativas e o CBN (canabinol), responsável por efeitos mais tranquilizantes das variedades Indica, além do CBD (canabidiol),que reduz a intensidade da experiência e aumenta a sua duração, sendo mais sedativo. Plantas pouco maduras tendem a conter elevada concentração de THC e baixa concentração de CNB e CBD e com o amadurecimento a tendência inverte-se.

Da Cannabis pode-se obter Marijuana (erva, flores da planta), Óleo de Haxixe e Haxixe (resina). Pode ser fumada (charro, cachimbos…), ingerida (bolos, iogurte…) ou inalados os seus vapores (vaporização). As infusões (chás) têm pouco efeito psicoactivo, pois o THC não se dissolve na água.

Efeitos

- Fumada ou vaporizada, os efeitos da Cannabis sentem-se quase de imediato e têm o seu pico cerca de 20 minutos depois, durando a experiência 1 a 4 horas.

- Ingerida, os efeitos demoram 1 a 2 horas a sentir-se, são mais intensos e duradouros (3 a 10h).

Os efeitos da Cannabis dependem não só da substância (dose, misturas, como se toma…), mas também de quem consome (estado de espírito, habituação…) e do ambiente (onde, com quem…)

Os efeitos da Cannabis podem passar por: aumento da sensibilidade aos estímulos visuais, auditivos e sensoriais em geral, mudanças delicadas de pensamento e de expressão; atenção dispersa (facilidade

de abstracção e dificuldade de concentração); criatividade, bem-estar, riso fácil, bom-humor; sensação de relaxamento, boca seca, olhos vermelhos, aumento do apetite, aceleração cardíaca.

Em doses altas, os efeitos anteriores acentuam-se e podem mais facilmente surgir: alteração da noção do tempo; dificuldade momentânea de recordar eventos recentes, nervosismo, ansiedade, pânico, depressão e paranóia…, confusão, cansaço mental.

Consumos continuados podem mais facilmente levar a: aumento da tolerância (precisar de maior dose para os mesmos efeitos); o consumo pode contribuir para a desmotivação e apatia; fumada pode causar problemas ao nível respiratório ( como a bronquite) e para algumas pessoas pode ser difícil deixar de fumar.

In http://check-in.apdes.net/quediz/img/suplemento_info_cannabis.pdf



terça-feira, 24 de março de 2009

Álcool

O álcool é considerado uma droga psicotropica, este actua no sistema nervoso central, isto provoca uma mudança de comportamento do consumidor, e também pode desenvolver uma depêndencia.
Esta é uma das poucas drogas, que tem consumo admitido e muitas vezes insentivado à sociedade, por essas razoes é encarado de forma diferente, comparado com outras drogas. Apesar de ser admitido na sociedade, este quando é consumido em excesso, pode passar a ser um problema.

Com esta ingestão, poderá ter diversos, que aparecem em duas fases explicitas: estimulante e a outra a depressora.

A desinibição, euforia, maior facilidade de falar(, e entre outros) poderam ser nos primeiros minutos após a ingestão do álcool, mas com o passar do tempo sugerem a falta de coordenaçao motora, descontrole e sono. Por vezes o exagero poderá levar a coma.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Cocaína

Efeitos imediatos

Muitos efeitos devem-se à estimulação dos sistemas simpáticos e dopaminérgicos directamente. A cocaína causa danos cerebrais microscópicos significativos com cada dose. Com o início do consumo regular os danos tornam-se irreversíveis.

Os seus efeitos imediatos duram 30-40 minutos. Entre os efeitos descritos da droga no sistema nervoso central estão: Euforia, sensação de poder, ausência de medo e ansiedade, agressividade, excitação física, mental e sexual, anorexia (perda do apetite), insónias, delírios, cardiovasculares, aumento da força e frequência cardíacas, palpitações (sensação do coração a bater rápido contra o peito), hipertensão arterial, vasoconstrição, além de urgência de urinação, tremores, midríase: dilatação da pupila, hiperglicemia, saliva grossa.

domingo, 15 de março de 2009

Sintomas da dependência de anfetaminas


As anfetaminas são drogas estimulantes da actividade do sistema nervoso central, aumentam o estado de alerta e a concentração, diminuem o apetite e melhoram a resistência física. Estas substâncias induzem um estado de bem-estar ou de euforia.
Muitos dos consumidores destas substâncias, estão sob um estado de depressão o que faz com que procurem este tipo de drogas para aliviar a sua “doença”. Mas as anfetaminas também são muito frequentes nos atletas, visto que melhoram a resistência física, e os camionistas também têm tendência a usá-las pois como percorrem grandes distancias, estas podem ajudar a manter a pessoa acordada.
As anfetaminas estimulam o cérebro, aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Estas drogas podem provocar ataques cardíacos mortais, inclusive em jovens saudáveis, pode também provocar um acidente vascular cerebral, paralisia ou mesmo a morte se a pressão arterial for demasiado alta, rompendo um vaso sanguíneo no cérebro.
A morte é mais provável quando estas drogas são usadas em locais com temperaturas elevadas e pouca ventilação, quando o consumidor está muito activo fisicamente (por exemplo, dançando rapidamente) ou quando transpira intensamente e não bebe água suficiente para recuperar o líquido perdido.
Os consumidores frequentes destas substâncias, têm tendência a aumentar o consumo de dia para dia, o que vai fazer com que se tornem psicoactivos, pois as anfetaminas podem causar ansiedade intensa, paranóia e uma alteração do sentido da realidade, estas reacções incluem alucinações visuais e auditivas (ver e ouvir coisas que não existem) e sentimentos de omnipotência. As pessoas com doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia, são mais vulneráveis, o que se torna mais perigoso o uso deste tipo de substancias.

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Pais demitem-se de responsabilidades" Expresso

O presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), João Goulão, acusa os pais de se "demitirem das responsabilidades enquanto educadores" ao permitirem que os filhos saiam à noite e bebam em excesso.

Para o presidente do IDT, não faz sentido a ideia de que os progenitores desconhecem o que fazem os filhos: "Os pais têm de saber que os filhos bebem quando saem à noite" e por isso, conclui, estão a "demitir-se das suas responsabilidades enquanto educadores". "Quando saem, muitos jovens bebem álcool e também bebem o juízo", disse João Goulão, em entrevista à agência Lusa.

Além das mazelas directas para a saúde do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, João Goulão lembra que essas noitadas podem terminar em gravidezes não desejadas, no contágio de doenças sexualmente transmissíveis, envolvimento em actos de violência e acidentes de viação.

Os consumidores de álcool apresentam "com mais frequência envolvimento com experimentação e consumo de tabaco e substâncias ilícitas e envolvimento em lutas e situações de violência na escola", alerta o Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, do IDT, em discussão pública desde Fevereiro.

De acordo com estudos referidos no plano, os jovens começam a beber cada vez mais novos e em cada vez mais quantidades: o início do consumo de álcool está a aumentar entre os 15 e os 17 anos, tendo passado dos 30 por cento em 2001 para os 40 por cento em 2007.

Além disso, os mais novos estão a adoptar perigosos padrões de consumo até agora associados aos povos nórdicos, de "grandes exageros aos fins-de-semana".

Quase metade dos jovens entre os 15 e os 24 anos admitiu ter tido, pelo menos uma vez no último ano, um consumo tipo "binge" (mais de quatro doses de bebida numa só ocasião) e 11,2 por cento dos adolescentes entre os 15 e os 19 anos assumiram "ter-se embriagado no último mês", refere o relatório, citando um estudo nacional.

"Os portugueses estão a adoptar padrões de consumo nórdicos, ou seja, de grandes exageros ao fim-de-semana e quase abstinência durante a semana", afirmou o presidente do IDT.

João Goulão lembrou que os portugueses bebiam "tradicionalmente num contexto de convivialidade": "Quando havia uma reunião de amigos, as pessoas iam conversando, discutindo e bebendo".

"Agora, nesta nova forma de beber, muitas pessoas embebedam-se mesmo antes de ir ter com os amigos. Bebem rapidamente muitas quantidades com o intuito claro de alterar o seu estado de consciência e depois é que vão para a rua. É a nova tendência de beber dos jovens", alertou.

O "binge drinking" é responsável por 27 mil mortes acidentais, dez mil suicídios e dois mil homicídios todos os anos na Europa, refere o relatório do IDT.

"Este tipo de consumo não é exclusivo dos jovens e cerca de 80 milhões de europeus com idade superior a 15 anos disseram ter praticado "binge drinking" pelo menos uma vez por semana, em 2006", lê-se ainda no Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool.

Com base em estudos internacionais, o documento acrescenta que "cerca de 25 milhões de europeus com mais de 15 anos de idade referem que o "binge" foi o seu padrão habitual de consumo no último mês".

"Embora o consumo médio de álcool tenha vindo a decrescer na UE, a proporção de jovens e jovens adultos com padrões de consumo nocivos cresceu na última década em muitos dos Estados-membros", estando os menores de idade entre os que apresentam padrões mais preocupantes, destaca o documento.

O álcool causa anualmente 195 mil mortes na Europa, sendo a faixa etária entre os 15 e os 29 anos a mais afectada. Para reduzir os consumos, o IDT propôs ao Ministério da Saúde alterar a permissão de venda e consumo de álcool dos actuais 16 para os 18 anos e a "promoção da fiscalização sistemática nos locais de consumo e venda".

in Expresso