sexta-feira, 5 de junho de 2009

Origem das anfetaminas



As anfetaminas tiveram origem no isolamento da efedrina , em 1926, que resulta de uma planta chinesa conhecida por efedra. Inicialmente as anfetaminas eram um medicamento para ajudar no tratamento de doenças como a asma, a obesidade e o Parkinson.
Durante a Segunda Guerra Mundial, foram administradas de forma maciça aos soldados para combater a fadiga, reforçar a resistência, elevar o moral e manter o estado de alerta. A droga era cedida a operários fabris japoneses como forma de eliminar a sonolência e embalar o espírito, o que acaba por provocar um aumento de 500 000 viciados neste país no pós-guerra.
Finda a guerra, começaram a ser descobertas as consequências do consumo regular. Como consequência, iniciam-se as tentativas de restrição, nomeadamente no Japão, enquanto que outros países adoptam políticas de tolerância.
Na década de 50, os militares norte americanos em serviço no Japão e Coreia começam a utilizar uma mistura injectável de anfetamina e heroína, à qual chamam speedball.
Quando era uma droga legal, tornou-se muito popular entre os camionistas e entre o pessoal que trabalhava em negócios. Estes grupos que usavam anfetaminas para fins “profissionais”, isto é, com o objectivo de os ajudar a cumprir as suas tarefas, conseguiam manter um rigoroso controlo em relação ao seu consumo. Nos anos 70 começaram a ser muito procuradas pelas classes trabalhadoras mais jovens, tendo-se perdido um pouco do referido controlo. É nesta altura que surgem os chamados "speed freeks", indivíduos que ficam vários dias acordados sob o efeito de anfetaminas, mas com aspecto debilitado devido à redução do apetite.
No contexto do aumento do consumo desta substância, o turismo e a sua massificação desempenham um papel bastante importante, dado que facilitaram aos indivíduos do norte da Europa o acesso a esta droga, a qual era pouco controlada nos países do sul.
A Convenção de Viena em 1971 marcou o aumento do controlo das anfetaminas. Foi nesta altura que foram sendo retirados do mercado os produtos farmacêuticos que continham anfetaminas, chegando mesmo à sua supressão em alguns países. Consequentemente, nos anos 80 floresce o mercado negro de produção ilegal.
Nos últimos anos, o consumo de anfetaminas aumentou significativamente na Europa, principalmente associado à “dance culture”.


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